terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Máscaras

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Máscaras

Atualmente é comum o uso da máscara como acessório em diferentes manifestações culturais, porém esta prática já acontecia em tempos remotos. Ao observarmos alguns povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas, percebemos exemplos vivos do quanto o uso da máscara possui um valor distinto no cotidiano dessas culturas. Nesses povos a máscara tem uma função mágica, ritualística, simbolizando na maioria das vezes, seres que possuem a capacidade de protegê-los do inimigo, do desconhecido, livrando-os de doenças e proporcionando a vitória nas guerras. Também tinha a função de homenagear os deuses ou personifica-lo para que pudesse contribuir para uma melhor semeadura e colheita, assegurando a subsistência de toda a coletividade. A máscara ritualística, na cultura ocidental, é marcante no auge da civilização egípcia, cujo povo acreditava na vida após a morte e em seus rituais funerários utilizavam máscaras para realização da mumificação.

A civilização grega teve seu apogeu no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. A máscara teatral grega possuía diferentes funções quando em cena, tais como proporção maior que a face do ator e os traços expressivos acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do personagem. É importante ressaltar que o teatro grego era realizado a céu aberto, e para um público numeroso que ocupava a arquibancada escalonada em torno da orquestra circular.

Os romanos, ao se apropriarem de diferentes elementos da cultura grega, absorvem o uso da máscara em seu teatro denominando-as “personas” e “larvas”. Estas denominações não eram apenas para o objeto cênico “máscara”, mas também para indicar as características expressivas e físicas da personagem. No teatro romano era comum a utilização de mais de uma máscara em cena, onde de acordo com a expressão, derivada da ação, trocava-se de larvas. É importante lembrar que o “elmo” pode ser considerado máscara se o classificarmos como máscara de guerra.

Na Idade Média, a máscara passa a ser mais utilizada nas festas profanas, não deixando de fazer parte dos “mistérios”, forma de espetáculo fomentado pela igreja dominante com o intuito de propagar seus dogmas. Mas é no Renascimento que a máscara adquire novas características, primeiro pelas “farsas” apresentadas nos castelos, onde a nobreza as usava como forma de nivelar os convidados presentes, fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte.
Hoje a máscara ainda é acessório importante em nossa sociedade, sendo utilizada em festas folclóricas, rituais sagrados, e em outras situações que expressam a nossa tradição cultural.

Profº Lindomar – InfoEscola

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Beijos, um bom Carnaval para todos!

Com carinho

Isabel


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