sábado, 20 de fevereiro de 2016

Aventureiro




Aventureiro

Não sei aonde esse barco vai me levando.
Só sei que vou indo,
às vezes partindo,
às vezes chegando.
Rumo a um porto escondido,
ou a um peito perdido.

Navego à deriva.
Levo uma missiva
ao cais da alegria.

Devo encontrá-lo a qualquer hora,
num cochilo da noite
ou num descuido do dia.

Enquanto isso, vou no balanço
sem tempo certo, sem compromisso.
Viajo inteira, sem horizonte
e uma saudade como companheira.
Tenho a imensidão como tema.

Flora Figueiredo

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