O Carnaval de
Veneza surge a partir da tradição do século XVII,
onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo.
Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste
carnaval. Há no entanto registros de folguedos carnavalescos de
1268.
A festa carnavalesca de Veneza tem
duração de 10 dias. Durante as noites realizam-se bailes em salões
e as companhias conhecidas como compagnie della
calza realizam desfiles pela cidade. Entre as mais conhecidas
estão Os Antigos e Os Ardentes.
Mascarados do Carnaval de
Veneza
Os trajes que se usam são
característicos do século XVIII, e são comuns as maschera
nobile, ou seja, máscaras nobres, caretas brancas com roupa de seda
negra e chapéu de três pontas. Desde 1979 foram sendo
somadas outras cores aos trajes, embora as máscaras continuem a ser
brancas, prateadas e douradas.
Em 1797 Veneza passou a fazer
parte do Reino Lombardo-Véneto, quando Napoleão
Bonaparte assinou o Tratado de Campo Formio. No que respeita
ao Carnaval, os festejos foram proibidos. No ano seguinte os
austríacos tomaram conta da cidade.
Os festejos só foram restabelecidos
em 1979 de forma oficial, após quase dois séculos de ausência.
Desde então a festa faz-se nos dias antes da Quaresma.
No Brasil o Carnaval de Veneza mais
famoso é durante a Festa da Gastronomia em Nova Veneza, Santa
Catarina.
São personagens de um estilo teatral
conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do
século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os
três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo
amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez,
também deseja Colombina.
O estilo surgiu como alternativa à chamada
Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores
falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria
das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um
autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas
brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das
cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os
costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos
outros personagens, além dos três mais famosos.
Do lado dos patrões, por exemplo,
havia um comerciante extremamente avarento (chamado Pantaleão), um
intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a
valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal
Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais.
Apesar de obedecerem a um enredo predefinido, as peças tinham a
improvisação como ingrediente principal, exigindo grande disciplina
e talento cômico dos atores, que precisavam responder rapidamente
às novas piadas e situações criadas pelo colegas.
Entre tapas e beijos
Intriga amorosa e sátira social
eram os pratos principais da antiga comédia italiana
Pierrô
Seu nome original era Pedrolino, mas
foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou
o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas
feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não
usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina.
Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa
que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos
os palhaços de circo.
Pantaleão
O mais conhecido dos personagens
patrões, que representavam a elite da sociedade italiana nas
histórias da Commedia dell’Arte, Pantaleão (também chamado de
"O Velho") era um "mercador de Veneza" (expressão que deu título a
uma peça de Shakespeare). Tirano avarento e galanteador
desajeitado, era alvo constante das gozações dos servos e de outros
personagens da trama.
Arlequim
Também servo de Pantaleão, Arlequim
era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a
todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena
saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande
repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar
peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para
escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas registradas era
a roupa de losangos.
Colombina
Criada de uma filha do patrão
Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era
também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo
todo - de um lado, o apaixonado Pierrô; do outro, o malandro
Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal
cantava e dançava graciosamente nos espetáculos.
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro,
Poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro
Só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão.
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão.
Fui porta-estandarte,
Não sei mais dançar.
- Eu, modéstia à parte,
Nasci pra sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.
Deixa o dia raiar, que hoje eu
sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
Arlequim é fogoso e esperto e o
Pierrô um apaixonado iludido.
Colombina apaixonou-se pelo beijo de Arlequim e amou o espírito
inocente de Pierrô.
Colombina: Dize pra
mim quem eu sou,
Pois eu mesma já não sei.
E se sei, nem a mim tenho a audácia de revelar.
Eu por mim só, sou a Colombina,
A dama que vagueia este salão populoso,
Em uma noite de esperanças,
À espera de um coração verdadeiro,
Que não seja muito triste
E nem assim muito fogoso.
Arlequim: Sou o
desgraçado Arlequim.
Não tenho mensagens na mente,
Não tenho alma no corpo,
Não tenho coração no peito.
Gosto é da festa,
Da bebida,
Do sonho sem camisa de Vênus,
Do suor em exposição.
Pierrô: Eu, Pierrô,
encubro a alma com trapos de fantasia.
Sob a máscara do rosto, mudo o pranto em alegria,
Disfarçando a dor que sinto por esta pesada sina de não ser, na
contradança,
Par da linda Colombina.
Pelos salões, vejo em mim,
Insano frangalho branco com mil cores camufladas, outro doido
saltimbanco:
Um caricato Arlequim a bailar sem sua amada.
Colombina: Eu amo,
porque amar é variar e,
em verdade, toda razão do amor está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente
Se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente,
Porque a história do amor só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!
"Dize pra mim quem sou
Que, ao simples bailar no salão,
Trago costurados em meus vestidos
Amores,
Perjuros,
Juramentos,
Juízos!
Eu, Colombina...
Que faço promessas a mim mesma
De nunca ter só um coração ao meu alcance.
Quero todos
E, ao mesmo tempo, nada quero
Pois ter é sinal de cobiça
E não ter é sinal de ignorância.
Dize pra mim quem sou
Pois eu mesma já não sei
E, se sei, nem a mim tenho audácia de revelar.
Certeza só tenho de algo:
Que o meu desfilar no salão mascarado
É como deixar todo o espaço inebriado
De um perfume feminino
Que não só domina o olfato:
Domina a alma,
Domina o corpo,
Domina os lábios e o peito,
Domina os cinco sentidos
E até o sexto se acaso tiver.
Sou jovem, condenada ao acaso,
De povoar os sonhos meninos
De desejo,
De luxúria,
De romantismo.
Depende dos olhos que me
vigiam:
Para uns, sou a borboleta selvagem
Em busca da mais linda e cobiçada Dama da Noite.
Para outros, sou a lua espelhada no
riacho:
Linda, prateada e ingênua
Mas impossível de ser tocada.
Eu por mim só, sou a
Colombina,
A dama que vagueia este salão populoso,
Em uma noite de esperanças,
À espera de um coração verdadeiro
Que não seja muito triste
E nem assim muito fogoso."
Juliana Rocha
A Colombina é uma personagem que
traz, na sua essência, a alma feminina, misto de sedução e
inocência, de menina e mulher à espera de alguém também
contraditório, misto de força e ternura, de seriedade e
leveza, de homem com alma de menino...
É justamente nas contradições que
reside a riqueza das personagens, que se mostram humanas, com seus
defeitos e acertos, quebrando o paradigma de personagens lineares
ou maniqueístas, que são excessivamente puros e ingênuos, ou
excessivamente libertinos e maus-caracteres.
Era no tempo do rei
Quando aqui chegou
Um modesto casal
feliz pelo recente amor
Leonardo, tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho
Dessa união nasceu um lindo varão
Que recebeu o mesmo nome de seu pai
Personagem central da história
Que contamos neste carnaval
Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação
Foi assim que o padrinho passou
A ser do menino tutor
A quem deu imensa dedicação
Sofrendo uma grande desilusão
Outra figura importante de sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benzia de quebranto
A beata mais famosa do lugar
Havia nesse tempo aqui no Rio
Tipos que devemos mencionar
Chico Juca era mestre em valentia
E por todos se fazia respeitar
O reverendo, amante da cigana
Preso pelo Vidigal, o justiceiro
Homem de grande autoridade
Que à frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade
Luizinha, primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que dona Maria
A outro como esposa concedeu
Somente foi feliz
Quando José Manuel morreu
Nosso herói outra vez se apaixonou
Quando sua viola a mulata Vidinha
Esta singela modinha contou:
Se os meus suspiros pudessem
Aos seu ouvidos chegar
Verias que uma paixão
Tem poder de assassinar
autor: Paulinho da Viola
É isso aí, gente!
Carnaval também é cultura! Olha que
forma genial de contar a história de Leonardo, um protótipo do
malandro brasileiro, na voz magistral de Martinho da Vila!
Beijos, uma linda semana para todos,
com muita alegria!
Atualmente é comum o uso da máscara
como acessório em diferentes manifestações culturais, porém esta
prática já acontecia em tempos remotos. Ao observarmos alguns povos
ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas,
percebemos exemplos vivos do quanto o uso da máscara possui um
valor distinto no cotidiano dessas culturas. Nesses povos a máscara
tem uma função mágica, ritualística, simbolizando na maioria das
vezes, seres que possuem a capacidade de protegê-los do inimigo, do
desconhecido, livrando-os de doenças e proporcionando a vitória nas
guerras. Também tinha a função de homenagear os deuses ou
personifica-lo para que pudesse contribuir para uma melhor
semeadura e colheita, assegurando a subsistência de toda a
coletividade. A máscara ritualística, na cultura ocidental, é
marcante no auge da civilização egípcia, cujo povo acreditava na
vida após a morte e em seus rituais funerários utilizavam máscaras
para realização da mumificação.
A civilização grega teve seu apogeu
no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se
desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às
apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha
a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. A máscara
teatral grega possuía diferentes funções quando em cena, tais como
proporção maior que a face do ator e os traços expressivos
acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do
personagem. É importante ressaltar que o teatro grego era realizado
a céu aberto, e para um público numeroso que ocupava a arquibancada
escalonada em torno da orquestra circular.
Os romanos, ao se apropriarem de
diferentes elementos da cultura grega, absorvem o uso da máscara em
seu teatro denominando-as “personas” e
“larvas”. Estas denominações não eram apenas para o
objeto cênico “máscara”, mas também para indicar as
características expressivas e físicas da personagem. No teatro
romano era comum a utilização de mais de uma máscara em cena, onde
de acordo com a expressão, derivada da ação, trocava-se de larvas.
É importante lembrar que o “elmo” pode ser considerado
máscara se o classificarmos como máscara de guerra.
Na Idade Média, a máscara passa a
ser mais utilizada nas festas profanas, não deixando de fazer parte
dos “mistérios”, forma de espetáculo fomentado pela
igreja dominante com o intuito de propagar seus dogmas. Mas é no
Renascimento que a máscara adquire novas características, primeiro
pelas “farsas” apresentadas nos castelos, onde a
nobreza as usava como forma de nivelar os convidados presentes,
fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro
popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte.
Hoje a máscara ainda é acessório
importante em nossa sociedade, sendo utilizada em festas
folclóricas, rituais sagrados, e em outras situações que expressam
a nossa tradição cultural.
Portela apresenta
Do folclore tradições
Milagres do sertão à mata virgem
Assombrada com mil tentações
Cy, a rainha mãe do mato, oi
Macunaíma fascinou
Ao luar se fez poema
Mas ao filho encarnado
Toda maldição legou
Macunaíma índio branco
catimbeiro
Negro sonso feiticeiro
Mata a cobra e dá um nó
Cy, em forma de estrela
À Macunaíma dá
Um talismã que ele perde e sai a vagar
Canta o uirapuru e encanta
Liberta a mágoa do seu triste coração
Negrinho do pastoreio foi a sua salvação
E derrotando o gigante
Era uma vez Piaiman
Macunaíma volta com o muiraquitã
Marupiara na luta e no amor
Quando para a pedra para sempre o monstro levou
O nosso herói assim cantou
Vou-me embora, vou-me embora
Eu aqui volto mais não
Vou morar no infinito
E virar constelação
Macunaíma e a renovação da linguagem
literária
Publicado
em 1928, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, é
uma das obras pilares da cultura brasileira. Macunaíma é uma
personagem caótica e carnavalesca, um anti-herói, filho do medo da
noite, amoral, sem identidade, um preto que vira branco, é
transformado em torresmo por Piamã e ressuscitado por Maanape.
Depois de muitas estripulias, volta para a mata, de onde veio, e se
torna a constelação da Ursa Maior.
Numa narrativa fantástica e picaresca,
Mário de Andrade reelabora literariamente temas de mitologia
indígena e visões folclóricas da Amazônia e do resto do país,
fundando uma nova linguagem literária, saborosamente
brasileira.
O tom bem humorado e a inventividade
narrativa e linguística fazem de Macunaíma uma das
obras modernistas brasileiras mais afinadas com a literatura de
vanguarda no mundo, na sua época.
Quando uma luz divinal
Iluminava a imaginação
De um escritor genial
Tudo era maravilha
Tudo era sedução
Quanta alegria
E fascinação
Relembro...
Aquele mundo encantado
Fantasiado de dourado
Oh! doce ilusão
Sublime relicário de criança
Que ainda guardo como herança
No meu coração
Glória a este grande sonhador
Que o mundo inteiro deslumbrou
Com suas obras imortais
Vejam quanta riqueza exuberante
Na escritura emocionante
Com seus contos triunfais
Com seus personagens fascinantes
Nas histórias tão vibrantes
Da literatura infantil
Enriquecem o cenário do Brasil
E assim...
E assim
Neste cenário de real valor
Eis... o mundo encantado
Que Monteiro Lobato criou
Composição : Hélio Turco,
Darci, Jurandir, Batista e Luiz
Monteiro Lobato criou aventuras com figuras bem brasileiras e
recuperou os costumes e lendas do folclore nacional. E não parou
por aí! Misturou todos eles com elementos da literatura universal,
da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.
Uma linda e justa homenagem ao
primeiro escritor infantil brasileiro, que criou personagens
mágicos que povoaram a nossa infância!
Ensaiei meu samba o ano inteiro
Comprei surdo e tamborim
Gastei tudo em fantasia
Era tudo o que eu queria
E ela jurou desfilar pra mim
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim
Mas chegou o Carnaval
E ela não desfilou
E eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei
Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
Composição: Benito di
Paula
Olá, queridos
amigos!
Desejo a todos um ótimo Carnaval.
Que sejam dias de alegria, de curtição ou de descanso...
São personagens de um estilo teatral
conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do
século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os
três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo
amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez,
também deseja Colombina. O estilo surgiu como alternativa à chamada
Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores
falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria
das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um
autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas
brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das
cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os
costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos
outros personagens, além dos três mais famosos.
Do lado dos patrões, por exemplo,
havia um comerciante extremamente avarento (chamado Pantaleão), um
intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a
valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal
Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais.
Apesar de obedecerem a um enredo predefinido, as peças tinham a
improvisação como ingrediente principal, exigindo grande disciplina
e talento cômico dos atores, que precisavam responder rapidamente
às novas piadas e situações criadas pelo colegas.
Entre tapas e
beijos
Intriga amorosa e sátira social
eram os pratos principais da antiga comédia italiana
Pierrô
Seu nome original era Pedrolino, mas
foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou
o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas
feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não
usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina.
Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa
que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos
os palhaços de circo.
Pantaleão
O mais conhecido dos personagens
patrões, que representavam a elite da sociedade italiana nas
histórias da Commedia dell’Arte, Pantaleão (também chamado de
"O Velho") era um "mercador de Veneza" (expressão que deu título a
uma peça de Shakespeare). Tirano avarento e galanteador
desajeitado, era alvo constante das gozações dos servos e de outros
personagens da trama.
Arlequim
Também servo de Pantaleão, Arlequim
era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a
todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena
saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande
repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar
peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para
escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas registradas era
a roupa de losangos.
Colombina
Criada de uma filha do patrão
Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era
também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo
todo - de um lado, o apaixonado Pierrô; do outro, o malandro
Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal
cantava e dançava graciosamente nos espetáculos.