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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O Carnaval de Veneza


O Carnaval de Veneza

O Carnaval de Veneza surge a partir da tradição do século XVII, onde a nobreza se disfarçava para sair e misturar-se com o povo. Desde então as máscaras são o elemento mais importante deste carnaval. Há no entanto registros de folguedos carnavalescos de 1268.

A festa carnavalesca de Veneza tem duração de 10 dias. Durante as noites realizam-se bailes em salões e as companhias conhecidas como compagnie della calza realizam desfiles pela cidade. Entre as mais conhecidas estão Os Antigos e Os Ardentes.

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Mascarados do Carnaval de Veneza

Os trajes que se usam são característicos do século XVIII, e são comuns as maschera nobile, ou seja, máscaras nobres, caretas brancas com roupa de seda negra e chapéu de três pontas. Desde 1979 foram sendo somadas outras cores aos trajes, embora as máscaras continuem a ser brancas, prateadas e douradas.

Em 1797 Veneza passou a fazer parte do Reino Lombardo-Véneto, quando Napoleão Bonaparte assinou o Tratado de Campo Formio. No que respeita ao Carnaval, os festejos foram proibidos. No ano seguinte os austríacos tomaram conta da cidade.

Os festejos só foram restabelecidos em 1979 de forma oficial, após quase dois séculos de ausência. Desde então a festa faz-se nos dias antes da Quaresma.

No Brasil o Carnaval de Veneza mais famoso é durante a Festa da Gastronomia em Nova Veneza, Santa Catarina.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Pierrô Apaixonado



Quem são o Pierrô, o Arlequim e a Colombina?

São personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina. 

O estilo surgiu como alternativa à chamada Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.

Do lado dos patrões, por exemplo, havia um comerciante extremamente avarento (chamado Pantaleão), um intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais. Apesar de obedecerem a um enredo predefinido, as peças tinham a improvisação como ingrediente principal, exigindo grande disciplina e talento cômico dos atores, que precisavam responder rapidamente às novas piadas e situações criadas pelo colegas.

Entre tapas e beijos

Intriga amorosa e sátira social eram os pratos principais da antiga comédia italiana

Pierrô

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Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo.

 Pantaleão

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O mais conhecido dos personagens patrões, que representavam a elite da sociedade italiana nas histórias da Commedia dell’Arte, Pantaleão (também chamado de "O Velho") era um "mercador de Veneza" (expressão que deu título a uma peça de Shakespeare). Tirano avarento e galanteador desajeitado, era alvo constante das gozações dos servos e de outros personagens da trama.

Arlequim

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Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas registradas era a roupa de losangos.

Colombina

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Criada de uma filha do patrão Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo - de um lado, o apaixonado Pierrô; do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente nos espetáculos.


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Noite dos Mascarados

Noite dos Mascarados

- Quem é você?
- Adivinha, se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:

- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.

- Eu sou seresteiro,
Poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro
Só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão.
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão.
Fui porta-estandarte,
Não sei mais dançar.
- Eu, modéstia à parte,
Nasci pra sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!

Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.
Deixa o dia raiar, que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!

Chico Buarque



Colombina, Pierrô e Arlequim


Colombina, Pierrô e Arlequim

Arlequim é fogoso e esperto e o Pierrô um apaixonado iludido.

Colombina apaixonou-se pelo beijo de Arlequim e amou o espírito inocente de Pierrô.

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Colombina: Dize pra mim quem eu sou,
Pois eu mesma já não sei.
E se sei, nem a mim tenho a audácia de revelar.
Eu por mim só, sou a Colombina,
A dama que vagueia este salão populoso,
Em uma noite de esperanças,
À espera de um coração verdadeiro,
Que não seja muito triste
E nem assim muito fogoso.

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Arlequim: Sou o desgraçado Arlequim.
Não tenho mensagens na mente,
Não tenho alma no corpo,
Não tenho coração no peito.
Gosto é da festa,
Da bebida,
Do sonho sem camisa de Vênus,
Do suor em exposição.

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Pierrô: Eu, Pierrô, encubro a alma com trapos de fantasia.
Sob a máscara do rosto, mudo o pranto em alegria,
Disfarçando a dor que sinto por esta pesada sina de não ser, na contradança,
Par da linda Colombina.
Pelos salões, vejo em mim,
Insano frangalho branco com mil cores camufladas, outro doido saltimbanco:
Um caricato Arlequim a bailar sem sua amada.

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Colombina: Eu amo, porque amar é variar e,
em verdade, toda razão do amor está na variedade...
Penso que morreria o desejo da gente
Se Arlequim e Pierrô fossem um ser somente,
Porque a história do amor só pode se escrever assim:
Um sonho de Pierrô
E um beijo de Arlequim!

Lucy Queen

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Linda Colombina



Eu, Colombina

"Dize pra mim quem sou
Que, ao simples bailar no salão,
Trago costurados em meus vestidos
Amores,
Perjuros,
Juramentos,
Juízos!

Eu, Colombina...
Que faço promessas a mim mesma
De nunca ter só um coração ao meu alcance.

Quero todos
E, ao mesmo tempo, nada quero
Pois ter é sinal de cobiça
E não ter é sinal de ignorância.

Dize pra mim quem sou
Pois eu mesma já não sei
E, se sei, nem a mim tenho audácia de revelar.

Certeza só tenho de algo:
Que o meu desfilar no salão mascarado
É como deixar todo o espaço inebriado
De um perfume feminino
Que não só domina o olfato:
Domina a alma,
Domina o corpo,
Domina os lábios e o peito,
Domina os cinco sentidos
E até o sexto se acaso tiver.

Sou jovem, condenada ao acaso,
De povoar os sonhos meninos
De desejo,
De luxúria,
De romantismo.

Depende dos olhos que me vigiam:
Para uns, sou a borboleta selvagem
Em busca da mais linda e cobiçada Dama da Noite.
Para outros, sou a lua espelhada no riacho:
Linda, prateada e ingênua
Mas impossível de ser tocada.

Eu por mim só, sou a Colombina,
A dama que vagueia este salão populoso,
Em uma noite de esperanças,
À espera de um coração verdadeiro
Que não seja muito triste
E nem assim muito fogoso."

Juliana Rocha

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A Colombina é uma personagem que traz, na sua essência, a alma feminina, misto de sedução e inocência, de menina e  mulher à espera de alguém também contraditório, misto de  força e ternura, de seriedade e leveza, de homem com alma de menino... 

É justamente nas contradições que reside a riqueza das personagens, que se mostram humanas, com seus defeitos e acertos, quebrando o paradigma de personagens lineares ou maniqueístas, que são excessivamente puros e ingênuos, ou excessivamente libertinos e maus-caracteres.

Beijos, 

com carinho

Isabel

Memórias de Um Sargento de Milícias


Samba Enredo Portela 1966 

 Memórias de Um Sargento de Milícias 

Era no tempo do rei
Quando aqui chegou
Um modesto casal
feliz pelo recente amor

Leonardo, tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho

Dessa união nasceu um lindo varão
Que recebeu o mesmo nome de seu pai
Personagem central da história
Que contamos neste carnaval

Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação

Foi assim que o padrinho passou
A ser do menino tutor
A quem deu imensa dedicação
Sofrendo uma grande desilusão

Outra figura importante de sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benzia de quebranto
A beata mais famosa do lugar

Havia nesse tempo aqui no Rio
Tipos que devemos mencionar
Chico Juca era mestre em valentia
E por todos se fazia respeitar

O reverendo, amante da cigana
Preso pelo Vidigal, o justiceiro
Homem de grande autoridade
Que à frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade

Luizinha, primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que dona Maria
A outro como esposa concedeu

Somente foi feliz
Quando José Manuel morreu
Nosso herói outra vez se apaixonou
Quando sua viola a mulata Vidinha
Esta singela modinha contou:

Se os meus suspiros pudessem
Aos seu ouvidos chegar
Verias que uma paixão
Tem poder de assassinar

autor: Paulinho da Viola

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É isso aí, gente!

Carnaval também é cultura! Olha que forma genial de contar a história de Leonardo, um protótipo do malandro brasileiro, na voz magistral de Martinho da Vila!

Beijos, uma linda semana para todos, com muita alegria!

com carinho

Isabel

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Máscaras

Blog de meuamorvirtual :Borboletando, Máscaras

Máscaras

Atualmente é comum o uso da máscara como acessório em diferentes manifestações culturais, porém esta prática já acontecia em tempos remotos. Ao observarmos alguns povos ou tribos que ainda hoje mantêm suas tradições ritualísticas, percebemos exemplos vivos do quanto o uso da máscara possui um valor distinto no cotidiano dessas culturas. Nesses povos a máscara tem uma função mágica, ritualística, simbolizando na maioria das vezes, seres que possuem a capacidade de protegê-los do inimigo, do desconhecido, livrando-os de doenças e proporcionando a vitória nas guerras. Também tinha a função de homenagear os deuses ou personifica-lo para que pudesse contribuir para uma melhor semeadura e colheita, assegurando a subsistência de toda a coletividade. A máscara ritualística, na cultura ocidental, é marcante no auge da civilização egípcia, cujo povo acreditava na vida após a morte e em seus rituais funerários utilizavam máscaras para realização da mumificação.

A civilização grega teve seu apogeu no séc. V a.C., período no qual o teatro também havia se desenvolvido a partir dos rituais das festas dionisíacas às apresentações das tragédias e comédias gregas. A máscara acompanha a mesma evolução, passando de ritualística para teatral. A máscara teatral grega possuía diferentes funções quando em cena, tais como proporção maior que a face do ator e os traços expressivos acentuados, para que todo o público pudesse assimilar o caráter do personagem. É importante ressaltar que o teatro grego era realizado a céu aberto, e para um público numeroso que ocupava a arquibancada escalonada em torno da orquestra circular.

Os romanos, ao se apropriarem de diferentes elementos da cultura grega, absorvem o uso da máscara em seu teatro denominando-as “personas” e “larvas”. Estas denominações não eram apenas para o objeto cênico “máscara”, mas também para indicar as características expressivas e físicas da personagem. No teatro romano era comum a utilização de mais de uma máscara em cena, onde de acordo com a expressão, derivada da ação, trocava-se de larvas. É importante lembrar que o “elmo” pode ser considerado máscara se o classificarmos como máscara de guerra.

Na Idade Média, a máscara passa a ser mais utilizada nas festas profanas, não deixando de fazer parte dos “mistérios”, forma de espetáculo fomentado pela igreja dominante com o intuito de propagar seus dogmas. Mas é no Renascimento que a máscara adquire novas características, primeiro pelas “farsas” apresentadas nos castelos, onde a nobreza as usava como forma de nivelar os convidados presentes, fazendo parte do próprio traje, segundo pela retomada do teatro popular em toda a Europa com a Commédia Dell’Arte.
Hoje a máscara ainda é acessório importante em nossa sociedade, sendo utilizada em festas folclóricas, rituais sagrados, e em outras situações que expressam a nossa tradição cultural.

Profº Lindomar – InfoEscola

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Beijos, um bom Carnaval para todos!

Com carinho

Isabel


Macunaíma


Samba Enredo Portela 1975 - Macunaíma

Portela apresenta
Do folclore tradições
Milagres do sertão à mata virgem
Assombrada com mil tentações
Cy, a rainha mãe do mato, oi
Macunaíma fascinou
Ao luar se fez poema
Mas ao filho encarnado
Toda maldição legou

Macunaíma índio branco catimbeiro
Negro sonso feiticeiro
Mata a cobra e dá um nó

Cy, em forma de estrela
À Macunaíma dá
Um talismã que ele perde e sai a vagar
Canta o uirapuru e encanta
Liberta a mágoa do seu triste coração
Negrinho do pastoreio foi a sua salvação
E derrotando o gigante
Era uma vez Piaiman
Macunaíma volta com o muiraquitã
Marupiara na luta e no amor
Quando para a pedra para sempre o monstro levou
O nosso herói assim cantou

Vou-me embora, vou-me embora
Eu aqui volto mais não
Vou morar no infinito
E virar constelação

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Macunaíma e a renovação da linguagem literária 

     Publicado em 1928, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, é uma das obras pilares da cultura brasileira. Macunaíma é uma personagem caótica e carnavalesca, um anti-herói, filho do medo da noite, amoral, sem identidade, um preto que vira branco, é transformado em torresmo por Piamã e ressuscitado por Maanape. Depois de muitas estripulias, volta para a mata, de onde veio, e se torna a constelação da Ursa Maior.

     Numa narrativa fantástica e picaresca, Mário de Andrade reelabora literariamente temas de mitologia indígena e visões folclóricas da Amazônia e do resto do país, fundando uma nova linguagem literária, saborosamente brasileira.  

     O tom bem humorado e a inventividade narrativa e linguística fazem de Macunaíma uma das obras modernistas brasileiras mais afinadas com a literatura de vanguarda no mundo, na sua época. 
 
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domingo, 7 de fevereiro de 2016

O Mundo Encantado de Monteiro Lobato



O Mundo Encantado de Monteiro Lobato
 
Quando uma luz divinal
Iluminava a imaginação
De um escritor genial
Tudo era maravilha
Tudo era sedução
Quanta alegria
E fascinação

Relembro...
Aquele mundo encantado
Fantasiado de dourado
Oh! doce ilusão
Sublime relicário de criança
Que ainda guardo como herança
No meu coração

Glória a este grande sonhador
Que o mundo inteiro deslumbrou
Com suas obras imortais
Vejam quanta riqueza exuberante
Na escritura emocionante
Com seus contos triunfais
Com seus personagens fascinantes
Nas histórias tão vibrantes
Da literatura infantil
Enriquecem o cenário do Brasil

E assim...
E assim
Neste cenário de real valor
Eis... o mundo encantado
Que Monteiro Lobato criou 

Composição : Hélio Turco, Darci, Jurandir, Batista e Luiz

Blog de meuamorvirtual : Borboletando, O Mundo Encantado de monteiro Lobato
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Monteiro Lobato criou aventuras com figuras bem brasileiras e recuperou os costumes e lendas do folclore nacional. E não parou por aí! Misturou todos eles com elementos da literatura universal, da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.

Uma linda e justa homenagem ao primeiro escritor infantil brasileiro, que criou personagens mágicos que povoaram a nossa infância!


Isabel











 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Retalhos de Cetim



Retalhos de Cetim
 
Ensaiei meu samba o ano inteiro
Comprei surdo e tamborim
Gastei tudo em fantasia
Era tudo o que eu queria
E ela jurou desfilar pra mim

Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro
E ela jurou desfilar pra mim

Mas chegou o Carnaval
E ela não desfilou
E eu chorei, na avenida eu chorei
Não pensei que mentia
A cabrocha que eu tanto amei

Minha escola estava tão bonita
Era tudo o que eu queria ver
Em retalhos de cetim
Eu dormi o ano inteiro 

Composição: Benito di Paula

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Olá, queridos amigos!

Desejo a todos um ótimo Carnaval. Que sejam dias de alegria, de curtição ou de descanso... 

Beijos

Com carinho

Isabel

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Pierrot Apaixonado



Quem são o Pierrô, o Arlequim e a Colombina?

São personagens de um estilo teatral conhecido como Commedia dell’Arte, nascido na Itália do século XVI. Integrantes de uma trama cheia de sátira social, os três papéis representam serviçais envolvidos em um triângulo amoroso: Pierrô ama Colombina, que ama Arlequim, que, por sua vez, também deseja Colombina. O estilo surgiu como alternativa à chamada Commedia Erudita, de inspiração literária, que apresentava atores falando em latim, naquela época uma língua já inacessível à maioria das pessoas. Assim, a história do trio enamorado sempre foi um autêntico entretenimento popular, de origem influenciada pelas brincadeiras de Carnaval. Apresentadas nas ruas e praças das cidades italianas, as histórias encenadas ironizavam a vida e os costumes dos poderosos de então. Para isso, entravam em cena muitos outros personagens, além dos três mais famosos.
Do lado dos patrões, por exemplo, havia um comerciante extremamente avarento (chamado Pantaleão), um intelectual pomposo (o Doutor) e um oficial covarde, mas metido a valentão (o Capitão). Outros personagens típicos eram o casal Isabella e Orácio (em geral, filhos de patrões) e outros serviçais. Apesar de obedecerem a um enredo predefinido, as peças tinham a improvisação como ingrediente principal, exigindo grande disciplina e talento cômico dos atores, que precisavam responder rapidamente às novas piadas e situações criadas pelo colegas.

Entre tapas e beijos

Intriga amorosa e sátira social eram os pratos principais da antiga comédia italiana

Pierrô

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Seu nome original era Pedrolino, mas foi batizado, na França do século XIX, como Pierrot e assim ganhou o mundo. O mais pobre dos personagens serviçais, vestia roupas feitas de sacos de farinha, tinha o rosto pintado de branco e não usava máscara. Vivia sofrendo e suspirando de amor pela Colombina. Por isso, era a vítima preferida das piadas em cena. Não foi à toa que sua atitude, sua vestimenta e sua maquiagem influenciaram todos os palhaços de circo.

Pantaleão

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O mais conhecido dos personagens patrões, que representavam a elite da sociedade italiana nas histórias da Commedia dell’Arte, Pantaleão (também chamado de "O Velho") era um "mercador de Veneza" (expressão que deu título a uma peça de Shakespeare). Tirano avarento e galanteador desajeitado, era alvo constante das gozações dos servos e de outros personagens da trama.

Arlequim

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Também servo de Pantaleão, Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Debochado, adorava pregar peças nos outros personagens e depois usava sua agilidade para escapar das confusões criadas. Outra de suas marcas registradas era a roupa de losangos.

Colombina

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Criada de uma filha do patrão Pantaleão, mas tão bela e refinada quanto sua ama, Colombina era também o pivô de um triângulo amoroso que ficaria famoso no mundo todo - de um lado, o apaixonado Pierrô; do outro, o malandro Arlequim. Para despertar o amor desse último, a romântica serviçal cantava e dançava graciosamente nos espetáculos.


Blog de meuamorvirtual : Borboletando, Pierrô Apaixonado

Um feliz Carnaval para todos!

Beijos 

Isabel