sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sodade


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Sodade  

Dessa palavra, sodade,
num existe tradução.
É uma dô qui quando ataca,
nuis faiz sofrê de muntão.
É dô qui quando se sente,
mexe cum tudo da gente,
lá dento do coração.

Sodade num tem plurá;
purisso véve sozinha.
Martratando munta gente,
do serviçá à rainha.
Machucando c'a lembrança,
ais vêiz matando a isperança,
de quem pra ela, caminha. 

Faiz o valente chorá,
faiz o forte isfraquicê,
faiz a gente se lascá,
sem drumí e sem cumê.

O cabra fica arriado,
sofrendo disisperado,
pidindo a Deus prá morrê.

E o hôme, principamente,
acredite se quizé.
Sofre c'a situação,
nisso pode fazê fé.
O cabra sofre à vontade,
se a danada da sodade,
fô do tá "bicho muié"!

O dia fica cumprido,
o cabra acorda chorando.
Passa o dia puros canto,
mocorongo, matutando.
Num consegue nem surrí,
e ais vêiz, quando vai drumí,
vai se deitá saluçando.

Prá finalizá, eu digo,
puro mundo, andando a êrmo.
Do fundo do coração,
cum meu peito todo infêrmo.
Sodade; digo sofrendo:
É isso qui eu tô sintindo,
de você nesse momento!...

Autor: Bob Motta

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É, essa tal de sodade maltrata mesmo...

Beijos, fiquem com Deus!

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