sábado, 5 de março de 2016

Versos adormecidos




Versos adormecidos

Despede-se a poesia do poeta
Com seus versos empalidecidos pelo tempo.
Vertem-se lágrimas de desesperança,
caídas, repousando no chão úmido.

Versos, ladeados de ternura jazem agora,
sobre as folhas mortas de outono.
Versos que antes era a esperança da alma,
rolam pelo chão, feito folhas secas e sem vida.

Restando a esperança que o tempo passe
e que a primavera volte.
E, como sementes adormecidas no solo,
brotem e floresçam versos.
E os versos que jaziam na terra molhada,
agora renasçam em poesia.

Cecília


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