domingo, 24 de março de 2013

O Insolente Outono





Quando o outono insolente vem os galhos desnudar...
Arranca todas as folhas pra árvore se entregar.
Insólita, vibra e geme essa árvore despida...
E se entrega então ao vento de uma forma desabrida!

O inverno vem castigá-la, ciumento, estarrecedor,
Fustiga todos os galhos, com muita raiva e furor.
Mas a gentil primavera, vendo a árvore despida,
A cobre de tantas flores, enchendo-a de amor e vida.

A árvore agradecida, se entrega em doce abandono,
Mas sente muita saudade da insolência do outono...

Mírian Warttusch


2 comentários:

  1. Olá, Isabel!

    Belo poema da poetisa Mírian emoldurado pelo ciclo outonal... Parabéns a poetisa e também a você pela sensibilidade e beleza do blog.
    Quanto a publicação do meu poema no Blogorama fique à vontade amiga. O meu agradecimento pela atenção, carinho e pela visita ao meu blog.
    Aproveito para desejar-lhe uma abençoada semana marchetada de muita alegria e paz.

    Beijos!

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  2. Oi Bel:
    Sempre um enorme prazer desfrutar da sua presença.
    Pena só que não vi meu bloguinho na sua relação, buáaa.
    Boa semana.
    Bjs.:
    Sil

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