terça-feira, 31 de maio de 2016

Ilusões


Ilusões

Velas fugindo pelo mar afora...
Velas... pontos - depois.., depois, vazia
a curva azul do mar, onde, sonora,
canta do vento a triste salmodia.

Partem pálidas, brancas... Vem a aurora
e vem a noite após, muda e sombria...
E, se em porto distante a frota ancora,
é para andar de novo no outro dia...

Assim, as ilusões. Chegam, garbosas,
palpitam sonhos, desabrocham rosas
na esteira azul das peregrinas frotas.

Chegam... Ancoram na alma um só momento:
logo, as velas abrindo, amplas, ao vento,
vão para os longes das regiões remotas.

Medeiros e Albuquerque



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