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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Dez verdades eternas que aprendi com “O Pequeno Príncipe”


1 – “Os baobás, antes de crescer, são pequenos.”
 
Nunca deixar para amanhã a minha faxina interior.


2 – “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
 
Preciso ter paciência com as minhas próprias limitações até as minhas asas ficarem prontas.


3 – “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. A autoridade baseia-se na razão.”
 
É desumano exigir do outro a entrega de algo que não lhe pertence. Não posso administrar a posse do outro, muito menos poderia administrar as suas lacunas. Assim, que eu cuide, então, das minha carências!

  
4 – “Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”
 
Pensar na vida alheia, nas qualidades alheias é uma distração medíocre. Mais vale o autoconhecimento do que ter decorado a biografia de centenas de outros.


5 – “As estrelas são todas iluminadas… Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?”
 
O universo colabora, dando-nos a luz de indizíveis estrelas. Resta-nos treinar a própria visão para que as saibamos enxergar.


6 – “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás, para mim, único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”
 
As pessoas se permitem cativar por vontade. Talvez inconscientemente, mas por vontade própria. Quando existe um laço assim, de encantamento construído, nenhum silêncio e nenhuma distância lhe pode vencer.


7 – “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.”
 
O homem, na pressa cotidiana, habituou-se à superfície das coisas, dos relacionamentos. Habituou-se à superfície de si. Por isso estamos tão distantes da verdadeira saúde mental. É essa pressa que faz adoecer os homens.


8 – “O essencial é invisível aos olhos.”
 
Tudo o que vemos é provisório, parcial. Distorcida é a realidade que nos cerca. Aquilo que de fato é ressoa no abstrato, tem vigas invisíveis na alma e não cabe na palma de nenhuma mão.


9 – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”
 
A importância do outro não reside no outro. Reside em nossa aptidão interior de dispensar a ele o melhor de nós mesmos. É o nosso coração que faz com que o outro se torne tão especial.


10 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
 
Talvez a frase mais famosa do livro. É uma assertiva que dispensa explicação. Toda e qualquer fala seria inútil. Se quiseres compreender, exercita-te. Cativa! E cativa-te primeiro a ti. Só assim dimensionarás a responsabilidade de tudo aquilo que é eterno.


http://www.revistapazes.com/pequeno-principe/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O Prazer da Leitura




Amor Por Livros

Não vou mentir e dizer que sempre gostei de ler pois, por um tempo, eu odiava livros. Eu via uma pessoa lendo e pensava: "Qual é o problema dela? Ler é chato!" Mas isso mudou quando uma pessoa (que, infelizmente, não lembro o nome) me fez ler um livro que, se não me engano, se chamava "Para Gostar de Ler". Eu achei que não funcionaria, no começo achei o livro muito entediante mas, com o tempo, fui achando interessante e, no fim, gostei.

Depois disso, comecei a ler. Sempre fui fã de Harry Potter, mas só havia visto os filmes. Então decidi ler os livros, pois sempre tinha achado interessante isso, de filmes baseados em livros. Depois li livros que serviram de inspiração para séries, como "Diários de um Vampiro".

Sinceramente, nem sei quantos livros já li, mas quero ler muitos ainda. No momento, estou gostando muito de HQs. Acho incrível o jeito de misturarem imagem com textos. A primeira HQ que li foi "The Umbrella Academy - Suít do Apoclipse". Quando comprei, eu nem gostava muito de HQs, eu só quis ler porque foi o vocalista da minha banda preferida quem criou a história e, como sempre o acompanho, não poderia deixar o livro dele para trás. No final, fiquei totalmente encantada. 

Depois que fiquei viciada em leitura, decidi que queria ser escritora. Até comecei a escrever um livro, mesmo depois de ter decidido não seguir mais esta carreira.

Eu acredito que fiquei mais focada nos livros depois que cresci, pois é somente depois que você cresce que percebe que o mundo real não é tão especial assim. Então posso dizer que, no mundo dos livros, achei um refúgio. Nos livros posso encontrar magia, castelos encantados, bruxos, super-heróis, fadas, animais fantásticos e várias outras coisas que não existem no mundo real. Eu sei que vou ficar fantasiando e parar de viver, vou perder coisas fantásticas, e é por isso que sempre tento ficar com os pés no chão enquanto minha cabeça está nas nuvens. Mas, convenhamos, a vida seria mais emocionante se houvesse dragões nela...

Graças aos livros, eu sei que depois da escuridão sempre haverá uma luz. E que, para vencer, você tem que perder muitas coisas. Depois que comecei a ler, acho que tenho uma mente muito mais aberta.

Só agora percebi que falei mais de Harry Potter. Talvez seja porque foi a saga que mais me marcou e que mais me ensinou. Harry Potter me ensinou que o amor vence tudo; pode demorar, mas vence. Me ensinou que as palavras são a nossa maior fonte de magia, elas podem curar e também machucar. Que, às vezes, nós temos que escolher entre o que é certo e o que é fácil e que sempre há um jeito de ser feliz. Hoje sei que a escuridão é apenas o desconhecido e que é preciso ter coragem para enfrentar o que nos impede de seguir em frente pois, nem sempre, temos quem enfrente por nós. Aprendi com o Harry que tenho algo pelo qual vale a pena lutar.

Aline Arroio Lanis 

Blog de meuamorvirtual : Borboletando, O Prazer da Leitura

É com muito orgulho que apresento o texto da minha aluna, Aline, do 9º ano, produzido por ela como um trabalho do projeto "O prazer da leitura". O texto dela me surpreendeu pela beleza, pela maturidade e por exprimir a ideia principal do que estava sendo proposto: a leitura como um meio de transformação, tanto social como pessoal. Na proposta, eles poderiam fazer entrevistas, apresentar contos, reportagens, artigos ou fazer uma produção de texto fictícia ou real do poder transformador da leitura. 

E a Aline me trouxe essa joia, essa preciosidade que compartilho com vocês. Outros trabalhos também ficaram excelentes mas este, por ser de cunho pessoal e por mostrar essa transformação ocorrida na vida dela através  da leitura, merece todos os aplausos.

Beijos,

com todo o meu carinho

Isabel

Blog de meuamorvirtual : Borboletando, O Prazer da Leitura

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A Troca



A Troca

Pra mim, livro é vida; desde que eu era muito pequena os livros me deram casa e comida.

Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava num outro e fazia telhado.

E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro.

De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tanto olhar pras paredes). Primeiro, olhando desenhos; depois, decifrando palavras.

Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça.
Mas fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais íntimas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de consertar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.

Todo dia a minha imaginação comia,
 comia e comia; e de barriga assim toda cheia, me levava pra morar no mundo inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa troca tão gostosa que - no meu jeito de ver as coisas - é a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, mais ele me dava.

Mas, como a gente tem mania de sempre querer mais, eu cismei um dia de alargar a troca: comecei a fabricar tijolo pra - em algum lugar - uma criança juntar com outros, e levantar a casa onde ela vai morar.

Lygia Bojunga


Eu também, desde muito cedo, me acostumei com essa troca... ainda me lembro do que lia sentada no colo do meu pai; me lembro das vezes que adormecia lendo; me lembro de ler coisas incompreensíveis para uma criança, mas mesmo assim ler pelo prazer de ler... livros, jornais, revistas, tudo me fascinava...

Depois, na adolescência, a fase dos romances açucarados: Barbara Cartland, Sabrina, Júlia... tinha coleções! E podiam me chamar, eu não escutava... estava dentro do livro, vendo e vivendo as histórias...

Depois veio a faculdade, os clássicos, o purismo... até descobrir a delícia da leitura de alguns best sellers: li toda a coleção do Percy Jakson, todos os romances do Nicholas Sparks, a Martha Medeiros, a Lya Luft e tantos outros... 

Um aluno meu começou a ler gibis, pegou gosto pela leitura e agora está lendo poesias... e eu fico encantada em como a leitura pode transformar uma pessoa... parece que ele cresceu, como a Lygia Bojunga, e agora está derrubando telhados com a cabeça...

Enfim, leitura é isso: é passear, é morar no mundo inteiro... em iglus, palácios, arranha-céus ou numa cabana... não importa onde. O importante é embarcar nesta viagem rumo ao desconhecido!

Beijos, 

com carinho

Isabel


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diário de Uma Paixão


Diário de Uma Paixão

Antes disso eu nunca fora arrebatado
por amor tão súbito e doce
Seu rosto vicejava como se uma flor fosse
E assim meu coração foi roubado.

Walt Whitman



Um bom livro é aquele que envolve o leitor desde a primeira página, aguça a curiosidade, o desejo de ir sempre além e desvendar os mistérios que envolvem as personagens. O leitor, de imediato, cria uma empatia, uma certa dose de cumplicidade, um olhar dentro do outro...por algumas horas, ou até por alguns dias, enquanto está mergulhado na história, passa a ser este outro, a sentir as suas dores e alegrias e até a perdoar as suas possíveis falhas...

Nicholas Sparks é um mestre em envolver o leitor nos dramas de suas personagens. Seus livros contam histórias de amor até certo ponto açucaradas, ingênuas...mas, mesmo que não o admitamos, no fundo todos queremos viver uma linda história de amor e é esse o segredo do seu sucesso.



Diário de Uma Paixão é baseado em uma história real, vivida pelos pais da esposa do autor, portanto, totalmente plausível. Além disso, a história retratada é idêntica a uma outra vivida por um casal da cidade onde moro. É o amor na adversidade, na doença, na dor, se mantendo incólume, resistindo a todas as dificuldades. Um amor que não desiste, que persiste, que não acaba...

O narrador é a personagem principal, Noah, no início da narrativa já com seus oitenta anos, morando em um asilo para idosos juntamente com a sua esposa, Allie, que sofre do mal de Alzheimer, uma doença degenerativa que, nos estágios mais avançados, leva o doente ao total esquecimento, inclusive da própria identidade.

Ao descobrirem que Allie sofre deste mal, eles mudam-se para uma clínica para idosos, onde ele passa a viver unicamente em função dela, tentando, com todas as suas forças, trazer a sua Allie de volta, mesmo que só por alguns momentos.

O método utilizado é a leitura do seu diário, onde ele escreveu, ao longo dos anos, a história dos dois. Em alguns momentos, poucos e sem que haja uma lógica, Allie se reconhece na história...são por esses poucos momentos que ele vive, que ele espera...

Contada em flashback e sem uma sequência linear, o relato começa com ele sentado na varanda da sua casa, com trinta e um anos, relembrando o verão que passou com Allie, quatorze anos atrás, e de como eles se apaixonaram. Ela, filha de uma família abastada, veio passar o verão em Nova Berna. Eles se conheceram, se apaixonaram e não se separaram mais durante todo o verão. Depois que ela vai embora, ele escreveu muitas cartas, porém não obteve resposta.

Durante esse quatorze anos, ele não conseguiu esquecê-la nem apaixonar-se novamente. Trabalhou para Goldman, um judeu, durante anos, fazendo com que o negócio prosperasse. Participou da Segunda Guerra Mundial. Quando regressou, depois de três anos, recebeu uma pequena porcentagem da herança de Goldman, o que possibilitou a compra de uma casa em ruínas. Ele então passou a dedicar-se inteiramente à sua reconstrução, o que para ele simbolizava a reconstrução de sua própria vida, além de ter o caráter de uma fuga...fugindo de si mesmo, do seu passado, dos seus fantasmas...

É neste contexto que ocorre o reencontro dos dois. Allie, noiva de Lon, um advogado proeminente e faltando apenas três semanas para o casamento, vê uma reportagem sobre a reconstrução do casarão. Ela resolve então retornar a Nova Berna e procurar Noah. E aí, o amor, que nunca havia morrido, retorna com toda a intensidade. Eles ficam juntos durante quarenta e cinco anos de uma união perfeita, total, absoluta.

"Nas horas de luto e sofrimento eu vou embalar e abraçar você, e farei da sua tristeza a minha tristeza. Quando você chorar, eu vou chorar, e quando você sofrer, eu vou sofrer. E juntos tentaremos estancar a maré de lágrimas e desespero e juntos vamos superar os obstáculos das esburacadas ruas da vida."


A história termina no dia em que eles completam quarenta e nove anos de casados, já há quatro anos morando na casa de repouso...e ele continua a amá-la como da primeira vez que se viram e se apaixonaram. A história, intercalada pela leitura de poesias, é de um lirismo arrebatador. Tudo parece fazer parte de um conjunto: a natureza, as árvores, o rio, o crepúsculo, a casa, a poesia, Noah e Allie...tudo se mistura numa história de amor que, não conhece limites, barreiras, tempo, doença, morte....

Isabel

Blog de meuamorvirtual : Borboletando, Diário de Uma Paixão

"O corpo enfraquece com dor mortal,
Mas minha promessa se mantém verdadeira no fim dos nossos dias,
Um toque terno que termina em beijo sem pressa
Há de despertar de novo o amor em meio à alegria.
Nossas almas eram uma só, eu bem sabia,
E separadas elas nunca estarão;
No esplêndido crepúsculo seu rosto irradia,
Procuro você e encontro meu coração."

Nicholas Sparks



Um lindo dia para todos!

com carinho

Isabel