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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Coisas do Amor


Coisas do Amor

Por que um coração escolhe o outro, nunca vou saber. Há coisas para as quais não temos respostas, nem explicações, são mistérios da vida.

Às vezes o amor toma conta da gente sem pedir licença. Chega devagarinho, muitas vezes disfarçado, invade e pronto: se instala! E mesmo se dizemos não, ele fica lá, teimoso, empacado. E aí não tem jeito, precisamos conviver com ele, aceitá-lo. Porque ele não desiste facilmente uma vez que decidiu enviar as flechas numa determinada direção.

Ele contraria nossas regras, às vezes mesmo nossos gostos, nos faz fazer coisas que antes julgávamos ridículas, nos deixa bobos e felizes. Muda nossos hábitos, nos faz amar música lenta, sonhar acordados e passar noites em claro, ou então nos acorda em plena madrugada. E nos faz ver estrelas, gostar de lua e de poesia. Ah! O amor nos faz perder o juízo!

Torna adolescentes em adultos e velhos em adolescentes: não existe regra, não existe idade, não existe nada além dele. Se é surpresa para corações jovens, para os mais vividos é um presente dos céus, pois chegou na hora em que não se acreditava mais possível. A esse é dado mais valor, nem mesmo tem preço.

Ele nos faz andar sem ter os pés na terra, nos dá asas, nos transporta e muitas vezes nos fere. Mas de ferida boa, dessas que a gente sofre mas conhece o remédio. Ah! E esse remédio!... Cura tudo, esquece tudo. A raiva da manhã já não tem mais o mesmo sentido à noite. O amor passa esponja como ninguém, só ele mesmo é que conta.

E esse amor que nos libera e nos deixa cativos é também a razão da nossa esperança, porque nos motiva, nos incita a ir mais além, nos dá força e coragem, mesmo se às vezes parece nos deixar débeis e frágeis. Mas ele é contraditório e, por isso mesmo, fascinante. Com ele vivemos; sem ele, apenas passamos pela vida. São assim as coisas do amor.

Letícia Thompson


sábado, 30 de janeiro de 2016

Coisas Esquecidas


Coisas Esquecidas   

Coisa boa é o tempo de namoro. Tempo quando sentimos que somos importantes. O outro preocupa-se, telefona, faz carinho, diz coisas ridiculamente lindas ao nosso ouvido, faz surpresas, dá a mão e beijos intermináveis.

Mas a longa convivência vai apagando aos poucos o essencial de um relacionamento. Acostuma-se tanto ao outro que certas coisas perdem o sentido.

Esquece-se do beijo na saída e na chegada. E... de antes de dormir.

Esquece-se do abraço bem apertado que diz tanto sem dizer nada.

Esquece-se de datas importantes e comuns aos dois.

Esquece-se de andar lado a lado.

Esquece-se do te amo, do estou feliz porque tenho você.

Esquece-se do poder de uma flor.

Esquece-se... do namoro!

Fala-se do passado como do bom tempo. Mas... passado!

E as pessoas surpreendem-se por viverem tão afastadas vivendo juntas. Um se deita mais cedo, o outro mais tarde; um se levanta, o outro fica. Fazem amor por obrigação.

Culpa de quem? Dos dois. Quando há um problema entre um casal a culpa é fatalmente dos dois lados. Uma coisa conduz a outra.
 
E muitos casais seguem assim. Juntos, apesar de tudo, cada um do seu lado sofre interiormente de solidão. Cada um sonha, secretamente, com emoções esquecidas, com grandes paixões. E ninguém pensa em reacender a brasa. Ninguém pensa em reconquistar o que se tem, justamente porque se tem. Mas há tanto que pode ser feito!

Lembre-se das coisas esquecidas! Lembre-se do início. O que foi mesmo que te conquistou no outro? Inversamente, pense no que foi em você que conquistou o outro coração. Reavive a chama!

Nunca permita que o essencial morra por causa de trabalho, estresse, filhos e atividades extras.

É essencial estar juntos. Mas, mais que isso, amar juntos de amor inteiro.

É preciso cuidar do amor como se cuida de algo frágil. A pessoa amada não faz parte dos móveis da casa. Cuide dela e cuide-se. Antes que a vida a dois caia no esquecimento.

Não se esqueça de lembrar-se das coisas esquecidas! Amor não é só coisa para os jovens não. Paixão faz bem em qualquer idade. Carinho nunca é demais. Atenção cativa. Reaprenda a amar aquela pessoa que um dia fez bater seu coração mais forte.

Muitas coisas podem ficar esquecidas. Mas, do amor, nunca se pode esquecer!

Letícia Thompson





Amigos Virtuais


Amigos virtuais não têm idade

De repente percebo com encantamento que amigos virtuais não têm idade. Eles têm essa forma bonita de se aconchegar no nosso colo, de se eternizar de maneira indefinida e a gente não sabe adivinhar se são crianças ou experientes da vida.

Há nas suas palavras um perfume de mistério, eles brincam, falam sério e quantas primaveras viveram torna-se tão insignificante que a gente nem pensa mais. Abraçamos a imagem sem ver o rosto, bebemos as palavras sem nos questionar.

O que é a idade? Na net isso não tem a mínima importância. Amigos de vinte, trinta, quarenta... oitenta anos!... Todos tão iguais, todos tão especiais. Amamos o que lemos, o que recebemos, aquilo que se adentra e se apega à nossa alma e não pensamos se os olhos são castanhos ou azuis, se o cabelo é loiro ou preto, curto ou comprido, se a pele é negra, branca ou morena.

Há nessa rede muito mais calor humano, muito mais igualdade, menos preconceitos, mais amor do que em qualquer outra sociedade. Aprendemos a amar as pessoas simplesmente pelo que são e pelas alegrias que trazem ao nosso coração.

Ai!... Que alegria essa evidência divina! Somos elos dourados, somos seres abençoados, pétalas de uma mesma flor, somos lindos versos entrelaçados!...

Letícia Thompson


Eu acredito que é possível, sim, ter amigos virtuais verdadeiros. Tenho vários há anos, por quem sinto um carinho especial e uma afinidade enorme. 
O blog, mais do que as redes sociais, tem uma dinâmica menos superficial, que permite um aprofundamento maior do relacionamento entre pessoas que não se conhecem, por afinidades, por troca de ideias e comentários mais pertinentes e com um grau bem maior de observância dos conteúdos. 

O importante é a troca de opiniões, o compartilhamento e o respeito. Isso permite um crescimento e um amadurecimento que dificilmente teríamos só com as pessoas com quem convivemos diariamente.

Procuramos sempre oferecer o melhor, o que nos dá mais prazer, aquilo de que realmente gostamos, o que vai no nosso íntimo. E quando descobrimos pessoas que comungam ideias semelhantes neste vasto mundo virtual, que de outra maneira jamais encontraríamos, experimentamos uma liberdade de expressão que, em outra época e por outros meios jamais teríamos.

Por isso prezo e valorizo meus amigos virtuais. E espero ter, por este canal, a oportunidade de encontrar muitos outros!

Um beijo carinhoso, fiquem com Deus!

Isabel

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Coisas do Amor



Coisas do amor
 
Por que um coração escolhe o outro, nunca vou saber. Há coisas para as quais não temos respostas, nem explicações, são mistérios da vida.


Às vezes o amor toma conta da gente sem pedir licença. Chega devagarinho, muitas vezes disfarçado, invade e pronto: se instala! E mesmo se dizemos não, ele fica lá, teimoso, empacado. E aí não tem jeito, precisamos conviver com ele, aceitá-lo. Porque ele não desiste facilmente uma vez que decidiu enviar as flechas numa determinada direção.


Ele contraria nossas regras, às vezes mesmo nossos gostos, nos faz fazer coisas que antes julgávamos ridículas, nos deixa bobos e felizes. Muda nossos hábitos, nos faz amar música lenta, sonhar acordados e passar noites em claro, ou então nos acorda em plena madrugada. E nos faz ver estrelas, gostar de lua e de poesia. Ah! O amor nos faz perder o juízo!


Torna adolescentes em adultos e velhos em adolescentes: não existe regra, não existe idade, não existe nada além dele. Se é surpresa para corações jovens, para os mais vividos é um presente dos céus, pois chegou na hora em que não se acreditava mais possível. A esse é dado mais valor, nem mesmo tem preço.


Ele nos faz andar sem ter os pés na terra, nos dá asas, nos transporta e muitas vezes nos fere. Mas de ferida boa, dessas que a gente sofre mas conhece o remédio. Ah! E esse remédio!... Cura tudo, esquece tudo. A raiva da manhã já não tem mais o mesmo sentido à noite. O amor passa esponja como ninguém, só ele mesmo é que conta.


E esse amor que nos libera e nos deixa cativos é também a razão da nossa esperança, porque nos motiva, nos incita a ir mais além, nos dá força e coragem, mesmo se às vezes parece nos deixar débeis e frágeis. Mas ele é contraditório e, por isso mesmo, fascinante. Com ele vivemos; sem ele, apenas passamos pela vida. São assim as coisas do amor.


Letícia Thompson



Um lindo dia no aconchego deste sentimento maravilhoso!

Beijos

Isabel

Amar é...



Amar é...
 
Quando, apesar de todas as nossas reticências, sentimos que alguém consegue penetrar no nosso interior e na nossa alma;

  É quando independe de nós essa pessoa está presente;

  É quando nosso coração não nos obedece, se torna rebelde, se oferece;

  É sonhar acordado ou dormindo sem que saibamos ver a diferença;
 


É quando vemos rosa no cinza, vermelho no preto, azul no incolor;

É quando passamos a gostar do que antes não tinha o menor valor;
 
É quando um sacrifício se torna um simples ato de oferenda, voluntário e de bom coração;
 
É quando um riso vem com uma lágrima e uma lágrima vem cheia de perdão;

É quando, se magoamos, sentimos que dói mais na gente que no outro;

 
É quando esperamos pelo futuro como se ele fosse chegar amanhã;

É quando aprendemos com o outro coisas que jamais poderíamos ter imaginado;

É quando ensinamos coisas que não suspeitávamos que sabíamos;
 
Amar é morrer de amor e sentir que a vida está nascendo lentamente dentro da gente;

Amar é dar o presente da eternidade à pessoa que se ama;


É encontrar no fundo da gente um cantinho permanente onde o outro poderá habitar até o depois, até o muito além do depois;

Amar é, finalmente, aceitar o outro como ele é, quem ele é e o que ele é;

É dar o coração de presente para que o outro sinta que é a pessoa mais importante na vida da gente.
 
Letícia Thompson


Um dia cheio de amor para todos!

com carinho

Isabel


segunda-feira, 17 de junho de 2013

A Difícil Arte da Paciência

A Difícil Arte da Paciência

Ai, que esperar cansa!!! E causa desânimo! E pré-ocupa as nossas mentes.

Por que preocupar tem sempre uma conotação negativa, se na realidade significa ocupar com antecipação? Deve ser por causa dessa nossa mania de que devemos pré-ocupar nossa cabeça, que devemos nos pré-ocupar com problemas, tragédias, coisas ruins. Alguns, mais sábios, se pré-ocupam com sonhos, mas nem mesmo chamam isso de preocupação.

Sabemos perfeitamente como funciona a vida e que precisamos saber esperar o que não temos controle. Mesmo as flores esperam sua hora de desabrochar.

E pra vida não queremos esperar. Queremos desejar e no minuto seguinte ver o resultado, como se não fosse preciso a maturação dos nossos desejos. Trazemos para nós, antecipadamente e muitas vezes inutilmente, doenças físicas e espirituais.

Muitas vezes pegamos um atalho e chegamos mais rápido, mas com isso perdemos muito da beleza do caminho. Chegamos mais cedo sim, mas de certa forma alguma coisa ficou faltando. Não é assim com as crianças e adolescentes que vivem cedo demais a vida adulta?

Se colhemos uma flor em botão, impedimos a ela e a nós a sua plenitude.

Mas que é difícil ser paciente, isso é! Há horas em que queremos pegar o relógio do tempo e girar os ponteiros com nossas mãos para que o dia seguinte chegue logo; queremos dormir muito para não ver as horas se desfilando graciosamente diante dos nossos olhos; queremos pensar em outras coisas, mas não conseguimos.

Sacrificamos, dessa forma, nosso presente, por um futuro desconhecido, que nem sempre será de acordo com o que pensamos.

Pessoas que esperam por um dia feliz jogam fora a felicidade do presente com a ansiedade do amanhã.

Pior é quando esperamos pelo resultado de um exame com probabilidades negativas. Aí então, nosso hoje fica realmente perdido. Choramos antes, temos dores de cabeça antes, não dormimos antes... o presente torna-se não somente inútil, mas quase insuportável. Não temos, infelizmente, essa capacidade gloriosa de nos dizer: "deixa para eu sofrer para quando souber do resultado definitivo e se não for o que se espera, não sofri por nada."

Se há um tempo para todas as coisas, deixemos então que cada coisa chegue na sua vez. Vamos abraçando-as uma a uma à medida que chegam até nós, vivendo o minuto presente que é a graça diária que Deus nos oferece.

Aprender a paciência é uma arte, provavelmente a mais difícil de todas. Ela exige muito de nós, exige autocontrole, exige determinação.

Viva o hoje! Viva a hora de agora! O amanhã pode tanto esperar por você quanto você espera por ele.

Letícia Thompson


Bom dia, queridos amigos!

Neste tempo em que tudo é automático, não desenvolvemos a nossa capacidade de esperar, de ter paciência. E, por mais que tudo esteja assim tão automatizado, continuamos com pressa, sem tempo. O dia é pouco para tantos afazeres. Não desenvolvemos a capacidade da contemplação, de admirar a paisagem, o caminho, porque o nosso objetivo é a chegada.

Até os relacionamentos entraram neste ritmo. Não há mais tempo para a maturação, para o conhecimento, para o namoro. Parte-se já para as etapas finais, 'queimando' as anteriores.

Li, há algum tempo, sobre um homem que, penalizado pelo processo demorado e sofrido da borboleta para sair do casulo, quis ajudá-la, facilitando a sua saída. O resultado é que ela não tornou-se apta para voar. Ela precisava passar pelo processo lento da maturação, assim como nós precisamos passar por muitos processos para adquirir maturidade.

Então, pra que a pressa?! Deixemos que as coisas aconteçam no seu tempo, no tempo certo. Aprendamos a exercitar o dom da paciência!

Beijos, tenham todos uma semana maravilhosa!

Isabel



sábado, 25 de maio de 2013

Amar é...



Amar é colocar as necessidades do outro acima das nossas próprias necessidades, sem que isso nos diminua. O verdadeiro amor não cabe em almas pequenas.


O amor é algo que deve nos enriquecer como seres humanos.


O amor sempre traz, nunca leva, nunca toma.


Amar é "apesar de."


Apesar de não ser correspondido, continuar amando, não como um fardo, mas como um complemento de sobrevivência.


Apesar de sofrer, porque sofrer amando é mil vezes melhor que sofrer de vazio e de solidão.


Apesar de dificuldades, porque essas podem nos motivar a sermos mais fortes e nos ensinar que podemos vencer obstáculos.


Apesar de distância, porque quando amamos o coração está sempre perto.


Amar é, quando necessário, se dar o direito de se sentir zangado e magoado, porque se o amor é Divino, é humano também. Mas amar é ser superior a zangas e mágoas.


Amar é colocar o coração em tudo o que fazemos: nos olhos, nas mãos, nas nossas ações. É ver o outro diferente mesmo se ele é igual a todo mundo.


Amar é se contentar com um pouco de felicidade quando isso é tudo o que podemos ter.


Amar é acreditar quando todos duvidam. É ouvir a voz do coração quando nenhuma outra pessoa consegue escutar.

Letícia Thompson


Um final de semana com muito amor para todos!

Beijos

Isabel

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Difícil Arte da Paciência



Ai, que esperar cansa!!! E causa desânimo! E pré-ocupa as nossas mentes.

Por que preocupar tem sempre uma conotação negativa, se na realidade significa ocupar com antecipação? Deve ser por causa dessa nossa mania de que devemos pré-ocupar nossa cabeça, que devemos nos pré-ocupar com problemas, tragédias, coisas ruins. Alguns, mais sábios, se pré-ocupam com sonhos, mas nem mesmo chamam isso de preocupação.

Sabemos perfeitamente como funciona a vida e que precisamos saber esperar o que não temos controle. Mesmo as flores esperam sua hora de desabrochar.

E pra vida não queremos esperar. Queremos desejar e no minuto seguinte ver o resultado, como se não fosse preciso a maturação dos nossos desejos. Trazemos para nós, antecipadamente e muitas vezes inutilmente, doenças físicas e espirituais.

Muitas vezes pegamos um atalho e chegamos mais rápido, mas com isso perdemos muito da beleza do caminho. Chegamos mais cedo sim, mas de certa forma alguma coisa ficou faltando. Não é assim com as crianças e adolescentes que vivem cedo demais a vida adulta?

Se colhemos uma flor em botão, impedimos a ela e a nós a sua plenitude.

Mas que é difícil ser paciente, isso é! Há horas em que queremos pegar o relógio do tempo e girar os ponteiros com nossas mãos para que o dia seguinte chegue logo; queremos dormir muito para não ver as horas se desfilando graciosamente diante dos nossos olhos; queremos pensar em outras coisas, mas não conseguimos.

Sacrificamos, dessa forma, nosso presente, por um futuro desconhecido, que nem sempre será de acordo com o que pensamos.

Pessoas que esperam por um dia feliz jogam fora a felicidade do presente com a ansiedade do amanhã.

Pior é quando esperamos pelo resultado de um exame com probabilidades negativas. Aí então, nosso hoje fica realmente perdido. Choramos antes, temos dores de cabeça antes, não dormimos antes... o presente torna-se não somente inútil, mas quase insuportável. Não temos, infelizmente, essa capacidade gloriosa de nos dizer: "deixa para eu sofrer para quando souber do resultado definitivo e se não for o que se espera, não sofri por nada."

Se há um tempo para todas as coisas, deixemos então que cada coisa chegue na sua vez. Vamos abraçando-as uma a uma à medida que chegam até nós, vivendo o minuto presente que é a graça diária que Deus nos oferece.

Aprender a paciência é uma arte, provavelmente a mais difícil de todas. Ela exige muito de nós, exige autocontrole, exige determinação.

Viva o hoje! Viva a hora de agora! O amanhã pode tanto esperar por você quanto você esperar por ele.

Letícia Thompson