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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Medida da Felicidade

 
"A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou,
 mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego:
de tanto rir...
de tanta surpresa...
de tanta paixão...
de tanto êxtase...
de tanta felicidade..."

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Felicidade Clandestina

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Felicidade Clandestina

 Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.

         Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

         Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

    Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

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  Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

        No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

        Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

         E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

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 Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
 
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." 
 
Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
 
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  Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.

           Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.

          Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.

Clarice Lispector

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Fica Proibido

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Fica Proibido

Fica proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo das tuas recordações.

Fica proibido não sorrir ante os problemas,
Não lutar pelo que queres,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar em realidade teus sonhos.

Fica proibido não demonstrar o teu amor,
Fazer com que alguém pague pelas tuas dúvidas 
e pelo teu mau humor.

Fica proibido deixar os teus amigos,
Não tentar compreender aquilo que viveram juntos,
Chamá-los somente quando precisa deles.

Fica proibido não seres tu perante todos,
Fingir para as pessoas que não te importas,
Esquecer todos os que te querem.

Fica proibido não fazeres as coisas para ti mesmo,
Não fazeres o teu destino,
Ter medo da vida e dos teus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse o último.

Pablo Neruda


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Fica proibido não ser feliz!

Beijos, com carinho

Isabel




sábado, 6 de fevereiro de 2016

A Felicidade

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A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Vinicius de Moraes

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Todos já ouvimos a frase: "Quem ama, cuida!" E é verdade! Temos que cuidar de quem amamos diuturnamente, com carinho, com atenção, com palavras que alimentam e fortalecem esse vínculo. Cuidar como quem cuida de um jardim, regando todos os dias... o resultado é um lindo jardim, com as mais belas flores!

A nossa felicidade depende disso... porque não somos seres  solitários, interdependemos um do outro. A vida sem ter com quem compartilhar não faz sentido. E, por ser a felicidade uma flor delicada, como diz o nosso poetinha, devemos tratar dela muito bem!

Fiquem com Deus!

com carinho

Isabel

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domingo, 31 de janeiro de 2016

Masatoshi Matsunaga



 Felicidade

Se eu pudesse congelar o tempo,
escolheria este momento,
exatamente agora,
nesta pouca hora
de uma sexta-feira.

O gerânio novo
enfeitando a prateleira,
o riso de criança
brilhando lá fora.

O livro aberto
no lugar certo,
que simplesmente diz:
"Eu não tenho nada,
mas rouxinóis gorgolejam versos na calçada."

É assim que se começa a ser feliz.

Flora Figueiredo 



sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Felicidade


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Felicidade

Quentinho pão estalado,
manteiga do derretido,
um bom-dia ensolarado,
um nunca ter te esquecido,
uma casa lá na serra,
um buraco no jardim
cavado pelo cachorro
que gostava tanto de mim,
um chinelo bem usado,
uma estrela pra se olhar,
na vida simples do mundo
é tão bom se lambuzar!


Sylvia Orthof

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Olá, amigos!

Que nestes dias possamos perder o olhar acostumado, voltar a ter o olhar da criança que percebe a simplicidade da felicidade e, sem medo, nos lambuzarmos dela!

Beijos, com carinho

Isabel

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No Reino da Felicidade


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Bom dia, meus amiguinhos!

Hoje trago uma notícia maravilhosa para vocês: depois de muito esperar, o Mickey resolveu comigo se casar! E imagina quando será o casamento?! Amanhã! Isto mesmo, amanhã, porque no Reino Encantado do Faz-de-Conta não tem essa história de esperar muito tempo não...

Olha que romântica a cena do pedido de casamento...

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Imaginem a minha felicidade! Namorávamos desde a época do colégio e ele sempre romântico, mas sempre adiando este momento...

Blog de meuamorvirtual : Sejamos Crianças e Vamos Brincar!, No Reino da Felicidade
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Ai, foram tantos momentos felizes! Como é bom lembrar! Mas preciso partir para a organização da festa, que será  com a participação de todos.

Então vou intercalar os preparativos com alguns momentos de flashback do nosso romance...


Blog de meuamorvirtual : Sejamos Crianças e Vamos Brincar!, No Reino da Felicidade


Blog de meuamorvirtual : Sejamos Crianças e Vamos Brincar!, No Reino da Felicidade

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Todos os amigos e visitantes estão convidados para este grande momento!

Agora, mais momentos felizes...

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Um beijo para todos!

com carinho

Minnie e Mickey

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Não Se Esqueça De Ser Feliz!


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Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
olhos e os corações aos tropeços. 

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos... 

Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ!
  
Martha Medeiros


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Um ótimo dia para todos!

Com carinho

Isabel

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Felicidade


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Felicidade

Como diria Leminski, hoje acordei bemol.

Essas noites que me vem acontecendo são de puro e natural entorpecer.

A escuridão já não me sufoca e sim me abraça.

As noites dotam-se de um respeito profundo e até os móveis fecham os olhos para nem sequer ver o meu sono.

O mundo acorda e eu saio para as ruas debaixo de um sol quase inteiro.

Essa calma de pensamentos, esse caminhar sem sombras, quase letárgico, me movimenta com o corpo e a alma leve.
Um pássaro canta, não, vários pássaros cantam. Deve ser bom viver pássaro. Se me for permitido um dia quero ser um. Ter os braços em forma de asas e a fala em forma de canto.
Mesmo que a vida seja mais breve ainda acho que vale a pena e as penas.

O mundo acorda e me vejo diante da claridade, não apenas a claridade do dia, mas a claridade da vida e o que sinto não é nem de longe euforia.

É uma paz desconhecida, uma calma sutil e inesperada, uma ausência de dor de alma – esta mesma que costumava doer de tanto doer.

Hoje acordei bemol e então fico a me perguntar: Será isso a felicidade?

Lou Witt

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Felicidade

De repente a gente para e começa a enxergar felicidade
em coisas miudinhas.

Canto de pássaro, som de riacho, riso de criança ...

Alguém que se lembrou da gente
e trouxe aquele doce...

De repente a gente aprende que ser feliz é simples...

E é tão bom quando a gente aprende isso.

Arnalda Rabelo

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Felicidade

O primeiro olhar da janela, de manhã
O velho livro perdido e reencontrado
Rostos animados
A neve, a sucessão das estações
Jornais
O cachorro
A dialética
Tomar banho, nadar um pouco
A música antiga
Sapatos macios
Compreender
A música nova
Escrever, plantar
Viajar, cantar
Ser camarada

Bertolt Brecht

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Bom acordar assim, com música no coração, com leveza nos passos, com um olhar mais suave... acordar bemol!
Desejo a todos um dia cheio dessas coisas pequenas que nos trazem felicidade! E que elas não nos passem despercebidas...

com carinho

Isabel

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